Em 30 de janeiro de 2013, o navio de passageiros DAFUNDO embateu com a amura de estibordo no pontão Zagaia durante a manobra de atracação no terminal de Cacilhas. O navio aproximou-se do pontão com velocidade e ângulo inadequados, não tendo reduzido significativamente a velocidade antes do embate. Cinco passageiros ficaram feridos, três dos quais foram transportados para uma unidade hospitalar. O navio e o pontão sofreram danos materiais ligeiros, sem perda da operacionalidade do navio.
A aproximação a uma estrutura de atracação deve ser efetuada a uma velocidade que permita parar ou corrigir a trajetória dentro do espaço disponível.
O ângulo de aproximação deve ser planeado e continuamente monitorizado, de modo a assegurar uma aproximação controlada e tão paralela quanto possível à estrutura de atracação.
A redução de velocidade e a utilização da máquina a ré devem ser iniciadas com antecedência suficiente para produzirem um efeito eficaz antes de o navio atingir o pontão.
A ausência de avarias nos sistemas de propulsão, governo e propulsão transversal demonstra a importância de avaliar prioritariamente a condução da manobra e a utilização atempada dos meios disponíveis.
Os passageiros devem permanecer sentados ou em posição segura até o navio estar imobilizado e a operação de desembarque poder iniciar-se em segurança.
Os avisos afixados podem ser insuficientes para assegurar o comportamento seguro dos passageiros, devendo ser complementados por informação de segurança clara, visível e, quando possível, audiovisual.