EIKBORG - Acidente marítimo grave
Embarcação: EIKBORG
Registo GAMA: 2026-039
Data da ocorrência acidental: 26-01-2026
Circulado em: 20-07-2026
Homologado em: 21-08-2026
Sumário
Em 26 de janeiro de 2026, o navio de carga geral de bandeira neerlandesa EIKBORG largou do Porto da Figueira da Foz com destino a Brake, Alemanha. Pouco depois de passar a entrada do porto, e após o piloto ter desembarcado para a embarcação de pilotos, continuando a prestar aconselhamento à navegação por VHF, o comandante reportou um impacto. Foram ativados diversos alarmes e o navio perdeu posteriormente a capacidade de governo, mantendo a propulsão disponível. O EIKBORG utilizou a máquina e o propulsor de proa para aumentar e manter a distância à costa enquanto era procurada assistência marítima adequada. A ligação de reboque foi estabelecida em 29 de janeiro de 2026, após o que o navio foi rebocado para Vilagarcía de Arousa, Espanha. A ocorrência provocou danos no leme e no aparelho de governo e impossibilitou o navio de prosseguir a viagem prevista. Não se registaram feridos, vítimas mortais ou poluição. A investigação não conseguiu determinar a posição exata, a profundidade efetiva, a folga dinâmica abaixo da quilha, o ponto inicial de contacto ou o mecanismo físico do contacto reportado com o fundo.
Recomendações de segurança
• SR 2026-039.1
To the Figueira da Foz Port Administration Assess the operational arrangements used to determine, document and communicate confidence in hydrographic information following significant meteorological events that may affect seabed morphology at the entrance to the Port of Figueira da Foz, including the criteria used to establish or confirm operational draught limits. Response received: Yes. The Figueira da Foz Port Administration stated: (free translation) “In response to Safety Recommendation
SR 2026-039.1, it is considered that, to enhance navigational safety and support shared situational awareness among the Port Administration, Pilots and Masters, an operational procedure should be adopted establishing that: “Following a significant meteorological event, whenever changes in wave behaviour at the harbour entrance or other indications likely to demonstrate alterations to seabed morphology are observed, a hydrographic survey shall be conducted prior to the establishment or confirmation of the maximum pilotage draught for the Port of Figueira da Foz.”
• SR 2026-039.2
To the Portuguese Directorate-General for natural Resources, Safety and Maritime Services (DGRM) Assess the extent to which the operational principles contained in IMO resolution A.960(23), particularly those concerning Master-Pilot Information Exchange, communications, monitoring, contingency arrangements and remotely assisted pilotage following pilot disembarkation, are reflected in the regulatory and oversight arrangements applicable to pilotage services in Portugal. At the date of publication of this marine safety investigation report, GAMA had not received a response from DGRM to safety recommendation
• SR 2026-039.3
To the Portuguese National Maritime Authority (AMN) Assess the level of risk associated with the identification and mobilisation of suitable maritime assistance for vessels experiencing loss of manoeuvrability in adverse weather conditions in waters under Portuguese jurisdiction, taking into account geographical coverage, asset capability and availability, mobilisation time, weather limitations, towing equipment compatibility, the allocation of responsibilities and the effectiveness of coordination between the organisations involved. At the date of publication of this marine safety investigation report, GAMA had not received a response from AMN to safety recommendation 2026-039.3
Lições aprendidas
As operações em acessos portuários expostos e sujeitos a alterações morfológicas dependem da comunicação explícita e da gestão da incerteza hidrográfica; os limites da informação disponível devem ser compreendidos pelo porto, pilotos, comandantes e equipas de ponte; a continuação do aconselhamento à navegação após o desembarque do piloto deve assentar em disposições claras, comunicações fiáveis e entendimento operacional partilhado; o planeamento da pilotagem deve considerar contingências associadas à perda de governo ou de propulsão; a disponibilidade, capacidade, compatibilidade e tempo de mobilização da assistência marítima devem ser ponderados antecipadamente quando as condições meteorológicas são adversas.


