ERASMOS e BLUE EMERALD Acidente Marítimo Grave
Embarcação: ERASMOS BLUE EMERALD
Registo GAMA: 2017-016
Data da ocorrência acidental: 16-01-2017
Circulado em: 08-10-2017
Homologado em: 08-11-2017
Tipo de Acidente: Colisão
Sumário
Em 16 de janeiro de 2017, o graneleiro ERASMOS entrou no porto de Leixões com o leme limitado a sete graus para estibordo. A deficiência não foi registada na Janela Única Portuária e o piloto só tomou conhecimento já a bordo. O navio entrou a velocidade elevada e passou o quebra-mar sem os cabos dos rebocadores estabelecidos. Após uma acentuada guinada para bombordo, o ERASMOS colidiu com o navio-tanque BLUE EMERALD, que estava atracado e em operações de carga no terminal petroleiro. Houve danos extensivos nos dois navios e na infraestrutura, sem feridos nem poluição.
Recomendações de segurança
SR01-2017/016, à APDL:
Avaliar a obrigatoriedade de os pilotos envolvidos em acidentes marítimos durante o exercício das suas funções serem submetidos a uma avaliação médica antes de retomarem o serviço.
SR02-2017/016, à APDL e à agência de navegação:
Avaliar a obrigatoriedade de todas as limitações do navio, quando identificadas, serem registadas na Janela Única Portuária.
SR03-2017/016, à APDL:
Avaliar a revisão e normalização dos métodos de comunicação e da terminologia utilizados pelos pilotos, pelas tripulações dos rebocadores e pelo centro de coordenação de navios.
SR04-2017/016, à APDL:
Avaliar a implementação de uma monitorização proativa dos movimentos dos navios e do cumprimento dos procedimentos aplicáveis a navios com avarias ou deficiências.
SR05-2017/016, à APDL:
Avaliar a disponibilização de um rebocador adicional quando um navio com capacidade de manobra limitada entra no porto enquanto se encontram navios atracados no terminal petroleiro.
SR06-2017/016, à gestão do ERASMOS:
Avaliar a revisão dos procedimentos de entrada em porto e de pilotagem aplicáveis a navios com capacidade de manobra limitada, tendo em consideração as lições resultantes deste acidente.
Lições aprendidas
Uma deficiência que limite a manobra deve ser comunicada por escrito às autoridades, registada na JUP e incluída na informação entregue ao piloto;
A decisão de entrar deve ser sustentada por uma avaliação formal do risco; os cabos dos rebocadores devem estar estabelecidos antes do ponto crítico definido; a velocidade deve permitir parar e manobrar dentro do espaço disponível;
Comunicações normalizadas e compreendidas por todos são essenciais;
O controlo portuário deve monitorizar de forma ativa navios com avarias ou limitações.


