GILBERTO MARIANO Acidente marítimo muito grave
Embarcação: GILBERTO MARIANO
Registo GAMA: 2014-257
Data da ocorrência acidental: 14-11-2014
Circulado em: 21-09-2016
Homologado em: 15-05-2015
Tipo de Acidente: Breakage, bursting, splitting, slipping, fall, collapse of Material Agent - Breakage of material - at joint, at seams
Sumário
Em 14 de novembro de 2014, durante a atracação do ferry GILBERTO MARIANO ao terminal ro-ro de São Roque do Pico, uma vaga levantou a popa e tensionou os dois lançantes já passados ao mesmo cabeço do cais. O cabeço, com mais de 30 anos e muito degradado por corrosão e fratura anterior, partiu-se e foi projetado para o interior do navio. Depois de embater na balaustrada e no teto do primeiro tombadilho, atingiu um passageiro que aguardava para desembarcar. A vítima foi assistida a bordo e evacuada, mas morreu.
Recomendações de segurança
SR01-2014/257, à Portos dos Açores:
Avaliar a realização imediata de inspeções detalhadas e ensaios de resistência aos cabeços de amarração, procedendo à substituição ou reparação dos que se revelem necessários para garantir uma operação segura.
SR02-2014/257, à Portos dos Açores:
Avaliar o desenvolvimento de procedimentos para a manutenção periódica dos equipamentos de amarração dos cais.
SR03-2014/257, à Portos dos Açores:
Avaliar, em conjunto com os operadores de transporte de passageiros e veículos, a revisão das condições de atracação e a instalação dos cabeços de amarração necessários, com posicionamento e capacidade de carga adequados.
SR04-2014/257, à Transmaçor:
Avaliar a revisão dos planos de amarração dos seus navios ro-ro de passageiros, evitando a utilização de cabos excessivamente sobredimensionados e minimizando o movimento da rampa sem recorrer à propulsão para estabilizar o navio.
SR05-2014/257, à Transmaçor:
Avaliar os perigos associados à atracação e definir, para cada porto de escala, os limites meteorológicos, as manobras e os planos de amarração aplicáveis.
Lições aprendidas
Cabeços e estruturas de amarração exigem inspeção e manutenção periódicas, incluindo corrosão, fraturas e capacidade resistente a posição e a capacidade dos cabeços devem ser adequadas ao navio e ao esquema de amarração cabos excessivamente resistentes podem transferir a falha para o equipamento do cais cabos que trabalham na mesma direção devem ter características e tensões semelhantes passageiros devem permanecer afastados das zonas de projeção de cabos e equipamentos limites meteorológicos e critérios para suspender a manobra devem estar definidos por porto.


