TRAJANO Acidente marítimo muito grave

Embarcação: TRAJANO

Registo GAMA: 2025-411

Data da ocorrência acidental: 29-11-2025

Circulado em: 06-07-2026

Homologado em: 10-08-2026

Tipo de Acidente: Grounding

Sumário

No dia 29 de novembro de 2025, durante a procura noturna das boias de sinalização de artes de pesca ao largo de Sines, o Mestre da embarcação de pesca costeira TRAJANO encontrava-se sozinho na casa do leme, acumulando o governo, a navegação, a vigia, a utilização de um foco portátil e a supervisão da propulsão. Uma vaga atingiu a embarcação por estibordo, fazendo o Mestre perder o equilíbrio, embater com a cabeça numa antepara e ficar temporariamente inconsciente. A embarcação continuou com a máquina engrenada a vante, sem governo, até encalhar na praia do Areão. Os sete tripulantes abandonaram pelos próprios meios e chegaram à praia, sendo posteriormente transportados ao hospital com sinais de hipotermia. Não houve feridos graves nem poluição, mas a embarcação sofreu perda construtiva total.

Recomendações de segurança

SR01-2025/411,

DGRM:

Assess the feasibility of introducing specific guidance for identifyingcontrolling risks associated with fishing-vessel operations that depend on a single operator for critical navigationsteering functions.

SR02-2025/411,

DGRM:

Assess the applicability of operator-incapacity detection systems, such as dead man alarmsequivalent systems, on coastal fishing vessels.

SR03-2025/411,

DGRM:

Assess ways of promoting procedures within the fishing sector that ensure human redundancy during navigation close to the coast, identification of fishing gearother tasks imposing a high workload on the operator.

SR04-2025/411, à

APMSHM:

Assess the development of awareness material concerning sudden operator incapacity, workload management, shared situational awarenessrecovery degraded situations.

Lições aprendidas

A operação normal não deve depender exclusivamente de um único operador para governo, navegação, vigia, supervisão da propulsão e segurança a presença de várias pessoas a bordo não garante redundância funcional a incapacidade súbita do operador deve poder ser detetada e compensada navegação próxima da costa e procura de artes exigem monitorização adicional alarmes de inatividade, corte de propulsão, segundo elemento na ponte e procedimentos de recuperação devem ser avaliados como barreiras de segurança.